27 de junho de 2016

O amor... por Pedro Paixão



O amor não tem princípio nem fim porque quem vive no seu presente vive na eternidade.
O rosto do amor ao olhar-nos prende-nos a si para sempre.
Nunca mais esquecemos o seu olhar infiltrante, feiticeiro, a insinuar-se e a impor a sua presença para todo o sempre.
Nunca mais esquecemos as feições do amor, o corpo em que encarna, o toque mágico que primeiro dá à luz o nosso próprio corpo e depois o ressuscita vezes sem conta de cada vez que o acaricia na noite da vida.
O amor é um animal selvagem que chega ate nós e ocupa cada ponto do nosso corpo, mais, toda a nossa vida.
O seu poder de contaminação é total. Basta um só olhar.
O amor é esse conflito permanente e completo: liberta e agarra, é doçura e amargura, refaz e desfaz, ressuscita e adormece, faz-nos sonhar e confronta-nos com a realidade pura e dura, dá à luz.
Mas também tem o poder de nos matar.