10 de dezembro de 2016

Gilka da Costa de Melo Machado (Rio de Janeiro, 1893/1980)



“Sonhei em ser útil à humanidade.
Não consegui, mas fiz versos.
Estou convicta de que a poesia é
tão indispensável à existência
como a água, o ar, a luz, a
crença, o pão e o amor."

*************

“O mundo necessita de poesia.
Cantemos, poetas, para a humanidade;
que nossa voz suba aos aranhas-céus,
e desça aos subterrâneos.”



Gilka da Costa de Melo Machado nasceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 12 de março de 1893. Casou-se com o poeta Rodolfo de Melo Machado em 1910. Teve dois filhos: Helio e Eros. O marido, Rodolfo, faleceu em 1923. Seu primeiro livro de poesia, “Cristais Partidos”, foi publicado em 1915. Em 1916 foi publicada sua conferência “A Revelação dos Perfumes", no Rio de Janeiro. Em 1917 publicou “Estados de Alma” e, em seguida, no ano de 1918, “Poesias, 1915/1917”, “Mulher Nua”, em 1922, “O Grande Amor”, “Meu Glorioso Pecado”, em 1928, e “Carne e Alma”, em 1931. Em 1932, foi publicada em Cochabamba, Bolívia, a antologia “Sonetos y Poemas de Gilka Machado”, com prefácio Antonio Capdeville. No ano seguinte, a escritora foi eleita "a maior poetisa do Brasil", por concurso da revista "O Malho", do Rio de Janeiro. “Sublimação” foi publicada em 1938, “Meu Rosto” em 1947, “Velha Poesia” em 1968 e suas “Poesias Completas” editadas em 1978. Em 1979, foi agraciada com o prêmio Machado de Assis pela Academia Brasileira de Letras. Nesse mesmo ano a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro prestou homenagem à mulher brasileira na pessoa da poeta. Escreveu versos, sendo simbolista, considerados escandalosos no começo do século XX, por seu marcante erotismo. Faleceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 11 de dezembro de 1980.

Nenhum comentário: