18 de fevereiro de 2014

Antipoema para olvido por Lou Vilela .

Divina Comédia - Inferno - Canto XVIII, Gustave Doré III

Chega o dia em que se percebe que não há pausas.

- Como tratar as feridas?


O mundo é um rolo compressor.

- É preciso agilidade para não ser esmagado.



E tudo tem um preço.



Os medos crescem:

lida-se com a violência, com a intolerância, com o desamor;

o sumo da bestialidade, a fera de cada um.



Os bolsos vão-se esvaziando.

Sim, há um preço [e um risco].



Com_tudo há também o arco, a flecha [o impulso]

e quintanares de possibilidades

além do excremento humano.


Fonte: http://nudezpoetica.blogspot.com.br

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