25 de julho de 2013

Do ardor por Priscila Rôde


Não me aprisione
Nem me deixe assim, tão solta.
Não apresse o meu sorriso
Nem alongue a sua demora

(teu ofício é fazê-lo rir).

Não me questione, mas também
Não me deixe sem respostas.
Não se preocupe com o meu choro
Com a amargura do meu gosto,
Com a lonjura do meu corpo,
Com o final dessa história.

Não se preocupe com a rima
Que já não é tão boa.
Apenas me olhe, me tenha e
Se puder, agarre-se ao que sinto.

Amanheça comigo.

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