8 de março de 2012

"Quem sabe isto quer dizer amor..." por Marla de Queiroz


Acho que posso dizer que é amor, sim. Mesmo que a gente tenha se perdido para que eu pudesse encontrar a mim mesma. Mesmo que a gente tenha se perdido para que você pudesse buscar a si mesmo. É amor porque eu te guardo na lembrança bonita do meu crescimento, da descoberta do que era a co-dependência ou da fusão que subtrai. É amor, porque cantamos juntos, dançamos juntos, choramos juntos, fizemos amor intensamente, trocamos profundamente as angústias da alma, torcemos um pelo outro, nos ajudamos, viajamos juntos, gargalhamos desarvoradamente, dormimos juntos no melhor abraço um do outro, descobrimos novas músicas, sinônimos, livros, enlouquecemos lindamente, brigamos muito, fizemos as pazes várias vezes e fomos embora um do outro quando nada mais era poesia. Não foi triste, mas doeu profundamente.Uma dor resignada porque eu podia ver com clareza que já não nos acrescentávamos nada. E aprendi a trabalhar o desapego e o perdão. E hoje, quando vejo você sorrir, eu sinto que estamos bem e que fizemos a coisa certa. E o amor só pode ser isto: querer que o Outro encontre a felicidade a qualquer custo, mesmo que isso exclua você da plenitude dele. Mesmo que isto exclua o Outro da sua plenitude.

fonte: transFLORmar-la http://doidademarluquices.blogspot.com/

Um comentário:

Claudia Fonseca disse...

Oi Elaine,

Lindo esse texto da Marla... Para algumas pessoas é mesmo assim que acontece... e isso significa crescimento... É saudável esse entendimento... mas também é para poucos... e eu como sua amiga acho, ou melhor, tenho certeza de que você faz parte desse universo. Admiro profundamente essa sua conquista, esse seu desapego e essa harmonia interior que faz com que você viva a sua plenitude respeitando a plenitude do outro.

A Gabi está linda!!!
Parabéns!!!
Beijos para as duas!
CaCau!!!