1 de agosto de 2011

Hermann Hesse - Pensamentos


 "Nada posso lhe oferecer que não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo além daquele que há em sua própria alma. Nada posso lhe dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo." (Demian - Hermann Hesse - 1919)


"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo; destruir no sentido de romper com o passado e as tradições já mortas, de desvincular-se do meio excessivamente cômodo e seguro da infância para a conseqüente dolorosa busca da própria razão do existir: ser é ousar ser." (Demian - Hermann Hesse - 1919)


"A trajetória de nossa vida pode parecer definitivamente marcada por certas situações. Nossa vida, entretanto, conserva sempre todas as possibilidades de mudança e conversão que estiverem ao nosso alcance. E tais possibilidades são tanto maiores, quanto mais abrigarmos em nós de infância, de gratidão, de capacidade de amar."


"Serenidade não é frivolidade nem complacência; é a sabedoria e o amor mais elevado, é a confirmação de que toda a realidade se encontra desperta na orla de todos os abismos e profundezas. A serenidade é o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte."


Hermann Hesse nasceu em 1877, em Calw (Alemanha), filho de missionários protestantes. Entra cedo em choque com os pais, que queriam o filho pastor; não se submete à disciplina da escola e foge para a Suíça.


Hesse trabalha, então, como livreiro. Dedica-se à poesia e publica Poemas (1902). Dois anos depois, o romance Peter Camenzind - história de um jovem que se rebela contra sua aldeia natal e foge --tem grande aceitação de crítica e público.

O jovem escritor casa-se, mas continua revoltado contra o meio burguês e as convenções sociais --como se lê em Gertrud (1910). Muda-se para a Índia e conhece o budismo, que adotaria pelo resto da vida.

Após o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, engaja-se em atividades contra o militarismo alemão. Em 1919, publica Demian, influenciado pelas idéias do psicanalista Carl G. Jung.

Sidarta é de 1922. Sem encontrar a solução para seus problemas na Índia, conta a história de sua vida em O Lobo da Estepe (1927). Em 1943, publica O Jogo das Contas de Vidro, romance utópico, situado no ano de 2200.

Entre seus outros livros, vale citar, em especial, os romances Rosshalde (1913), Knulp (1915) e Narciso e Goldmund (1930). Prêmio Nobel de literatura em 1946, Hermann Hesse morreu em 1962, na cidade de Montagnola (Suíça).

Em 1946 recebeu o Prêmio Goethe e, passados alguns meses, o Nobel de Literatura. 




Fonte:  Wikipédia, a enciclopédia livre

Nenhum comentário: