1 de fevereiro de 2011

Versos Estremecidos por Marcello Lopes


Amei tua nuca esguia,
teu amor pelo desconhecido
amei a tua sensualidade depois
do gozo.

Teu hálito,
teu hábito
me agradam.

Respiro teu perfume
caminho em tuas planícies
amando incessantemente
teus segredos sobre teus olhos.

Amei as tuas promessas
o mergulho em tuas águas
o fogo do corpo
queimando como lenha.

Invado sua vida,
rasgando os reflexos do passado
deslizando pelo presente que
teus pés varrem furtivamente.

Amei com rudeza teu corpo nu,
a espuma dos teus pés
suplicando pelos teus sussurros
inquietantes.

Amei teus gestos esquecidos
teus objetos e tesouros,
cobri tuas palavras amareladas
com versos estremecidos.

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