2 de novembro de 2010

Ernesto Guevara de la Serna ou El Che (14 de junho de 1928/8 de outubro de 1967)



Ernesto Guevara de la Serna foi assassinado há precisamente 43 anos pelo exército boliviano com o apoio da CIA e do governo dos EUA. Independentemente do seu temperamento impaciente e de uma certa tendência para o voluntarismo, o Che é uma figura ímpar da história da América Latina da segunda metade do século XX. A verticalidade de espírito, a sua profunda solidariedade internacionalista e a demonstração de que os povos resistem às mais vis e abjetas humilhações e opressões é o maior legado do Che. Nesse sentido, mesmo com toda a campanha de banalização e comercialização que o capital tem levado a cabo da imagem do Che, o seu exemplo militante sobreviverá ao tempo.

Che manteve em sua curta vida uma índole e um caráter devotado à causa do socialismo, da liberdade, da justiça e da vida dos proletários do mundo. Forjado na luta diária dos povos latino-americanos em superar a miséria imposta a essa parte do continente americano pelo imperialismo ianque.



Quem foi:

Ernesto Rafael Guevara de La Serna, mais conhecido como Che Guevara, foi um famoso revolucionário socialista do século XX. Argentino, nasceu na cidade de Rosário em 14 de junho de 1928. Faleceu em 9 de outubro de 1967, na aldeia de La Higuera (Bolívia).


Vida de Che Guevara:

Nasceu numa família de boas condições sociais. Desde a infância sofreu com a asma e, por recomendação médica, sua família mudou-se para uma região de campo, próxima a cidade de Córdoba (região central da Argentina), que possuía o ar de melhor qualidade.

Desde a adolescência foi incentivado pelos pais a ler livros da biblioteca particular da família. Foi nesta fase que entrou em contato com a literatura socialista (Marx, Engels e Lênin).

Como o negócio da família estava indo mal, resolveu trabalhar ainda com 14 anos de idade. Sem largar os estudos, conseguiu um emprego numa Câmara próxima a cidade de Córdoba.

Em 1946, a família resolveu mudar para a cidade de Bogotá (Colômbia) e Che Guevara começou a cursar Medicina na Universidade. Nesta mesma época, conseguiu um trabalho numa tipografia. Fazia também trabalho voluntário numa instituição de pesquisas sexuais.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, começaram os movimentos estudantis de protesto contra o governo populista argentino de Domingo Perón. Guevara participou destes protestos.

Em 1951, na companhia do amigo Alberto Granado, deu início a uma viagem de motocicleta para conhecer a situação política, social e econômica da América Latina. Visitou várias regiões carentes como, por exemplo, minas de cobre, povoados indígenas e leprosários. Ficou impressionado com a miséria e as péssimas condições de vida das camadas mais pobres da sociedade.

No ano de 1953, formou-se médico e retornou para a Argentina. Porém, passou a dedicar-se ao mundo da política. Neste mesmo ano, fez uma nova viagem pela Bolívia, Peru, Panamá, Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador e Guatemala.

Após a viagem, conheceu Hilda Gadea, e com ela, teve a primeira filha, Hildita.


Entrada na guerrilha:

Em 1954, conheceu, no México, Raúl Castro e logo depois o irmão Fidel Castro. Entrou para o grupo revolucionário de Castro, que se instalou na região de Sierra Maestra, em 1957. Pretendiam derrubar o governo de Fulgencio Batista, que era apoiado pelos Estados Unidos, e implantar o socialismo na ilha.

Após a vitória dos revolucionários, em 1959 e a implantação do socialismo em Cuba, Che Guevara tornou-se membro do governo cubano de Fidel Castro, exercendo as funções de embaixador, presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria.

Em 1961, Che visitou o Brasil e foi condecorado, pelo então presidente Jânio Quadros, com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

Che Guevara acreditava que a revolução socialista, contra o imperialismo comandado pelos Estados Unidos, deveria ser levada para outros países. Lutou no Congo (África) e depois foi para a Bolívia, onde estabeleceu uma base guerrilheira. Pretendia unificar os países da América Latina sob a bandeira do socialismo e invadir a Argentina.

Com pouco conhecimento do território e sem apoio dos camponeses e do partido comunista boliviano, sua luta tornou-se difícil. Foi capturado pelos soldados bolivianos com  apoio da CIA e do governo dos EUA, na selva de La Higuera (Bolívia), em 8 de outubro de 1967. No dia seguinte foi executado.



Frases de Che Guevara:

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera."

"Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos."

"Vale milhões de vezes mais a vida de um único ser humano do que todas as propriedades do homem mais rico da terra".

"No momento em que for necessário, estarei disposto a entregar a minha vida pela liberdade de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada a ninguém..."

"O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor." 

"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."

"A reforma agrária radical é a única forma de dar a terra ao camponês." 

"A revolução acontence através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário."

"A argila principal de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar o futuro."


Che Guevara no dia 9 de outubro de 1967, é assassinado no povoado boliviano de Higueras, aos 39 anos de idade por boinas verdes bolivianos, exército treinado e armado pelos norte-americanos. Che morreu como queria, lutando por um ideal que considerava justo.


Fonte: informações biográficas retiradas do Site - Sua Pesquisa.com

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