1 de junho de 2010

Tokyo Sonata... de Kiyoshi Kurosawa


Realizado por: Kiyoshi Kurosawa
Escrito por: Kiyoshi Kurosawa, Max Mannix e Sachiko Tanaka  
Estrelado por: Teruyuki Kagawa, Kyoko Koizumi, Yû Koyanagi,
Inowaki Kai, Haruka Igawa, Kanji Tsuda,
Kôji Yakusho e Kazuya Kojima 

Music by Kazumasa Hashimoto
Cinematografia Akiko Ashizawa 
Editando por: Koichi Takahashi
Lançamento Japão: 27 setembro de 2008
 Estados Unidos:  l3 de maio de 2009
Tempo de duração:  120 min.
 País: Japão

Tokyo Sonata é um filme de 2008 dirigido por Kiyoshi Kurosawa. Ele ganhou o prêmio de Melhor Filme no terceiro Asian Film Awards 2008 e recebeu Asia Pacific Screen Awards nomeações para a realização de Diretor e Melhor Roteiro. Em 2008 no Festival de Cinema de Cannes , ganhou o prêmio Júri Un Certain Regard.

Sonata de Tóquio é um belo filme do cinema oriental. O rigor e o equilíbrio da "mise em scène" faz com que cada imagem seja um acorde, ecoando em harmonias sutis com as outras imagens. Os movimentos dentro do quadro, principalmente os movimentos e gestos das personagens, compõem linhas de força – com os movimentos de outros personagens ou com as linhas do próprio cenário – que nos remetem imediatamente à pintura, mas ao pictórico oriental. Ou uma coreografia, mas uma coreografia de balé oriental. Algo sempre muito calmo, sereno, disciplinado; apesar disso, leve, despretensioso, espontâneo, sem parecer excessivamente calculado, racionalizado e controlado.

Junte-se a beleza serena da forma com a beleza serena do conteúdo. O carinho do diretor em relação aos personagens e à sua (em que medida trágica?) história será o maior efeito – e o efeito final – que este filme exercerá no espectador. O filme trata de assuntos contemporâneos e graves, mas está bem longe de ser um daqueles tratados sociológicos do “mundo cão” ocidental. Sonata de Tóquio está mais para Zavattini do que para Zola. Ou seja, é uma obra sensível e condescendente ao gênero humano. A própria “sonata” do título já vai sugerindo a atmosfera deste pequeno poema em prosa. A história é a de um pai de família que perde o emprego de anos e anos numa grande companhia – dentro da “política” do “downsizing”.

O homem, aos 46 anos de idade, esconde da mulher (e dos filhos) que está desempregado, e finge sair para trabalhar, todos os dias, enquanto procura uma nova colocação. Enquanto isso, o filho mais velho pretende se alistar no exército norte-americano, e o filho mais novo começa a tomar aulas de piano usando (ilicitamente) o dinheiro que a mãe lhe dá para a merenda escolar. Vão surgindo outros personagens, conhecidos e desconhecidos, compondo um painel realista e pouco animador do Japão no mundo globalizado. Mas repito: a mera denúncia do “lado ruim” da realidade não é a maior das preocupações do diretor. O filme vai muito além.

Sonata de Tóquio não é sobre quem fica com os melhores empregos. É sobre como pequenas atitudes como respeitar as escolhas alheias, tentar entendê-las e aceitar os nossos próprios limites de forma mais realista, nos leva a perceber que essa troca de comportamento não faz com que mudemos o mundo para que tudo volte ao normal, mas nos faz ver que devemos procurar ser um pouco melhores e mais felizes com a nossa prória realidade de vida.




Sonada de Tokyo... fime brilhante, no meu ponto de vista... Vale assistir! Beijos! Elaine :)

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