2 de abril de 2010

A Teus Pés - Gabriel Rübinger


A teus pés, os sonhos, risonhos idílios...
Movíamos juntos cordas do destino.
A teus pés, futuro, incerto menino,
Nas plagas noturnas luziam teus brilhos.

De quando pensávamos de nossos filhos,
Ainda me lembro... O amor é um hino!
De quando pensávamos... Tempo divino!
E hoje padeço em longos exílios...

Como sempre volta o pássaro ao ninho,
A teus pés, de joelhos, haurindo teu vinho,
Só peço que torne e não tarde na volta...

Também rogo ao vento que trace o caminho,
Rota outra que leve-me ao teu carinho,
Onde não há tormenta, mormaço, revolta...

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